Há batida nas entranhas. Música alta nos ouvidos, pulsação, pressão há mil por hora.
Aí você para. Acaba. Como um orgasmo não contido. Senta à beira da sala, figura invisível, só há a caixa de imagens coloridas. A pele oleosa é seu destaque, nada mais o faz brilhar.
E pra que brilhar? Qual o propósito de ser o centro, de sapatear alí no meio, ter atenção? Desejo incontrolavel e repentino de se colocar sozinho, esquecer o público, ser o personagem. Pulsação, respiraçãofegante, pressa, pressãoalta, high, topo. Está chegando de novo, vindo vindo... E acaba. Como um orgasmo não contido.
Vem prazer? Agora há apenas a letargia. A falta de vontade de dizer, de estar. Às vezes a gente podia desaparecer. Às vezes a gente podia desaparecer junto. Às vezes a gente podia parecer normal.
Vou almoçar.
Reflexão 10²³
Há 12 anos

2 comentários:
é, nina, complicado.
te entendo.
bom almoço ;)
Mas, apesar de tudo, minha cara, não há nada mais tedioso do que a esterna normalidade. Ser sempre normal é coisa de loko huauha
=***
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