Frescor

Combina com violão, depois do almoço. Depois de tanto calor, de tanto frio, um momentinho de paz.

Mainina está com saudades das amigas que não retornam email.

Édipo

Se é para falar, eu estou falando. Sei que venho mais uma vez com essa literatura de blog te contar o que se passa comigo, mas nós dois sabemos bem que a vida se passa assim, com essas cores de novidade e tecnologia. 

Eu queria que fosse diferente. Mas ninguém concorda comigo e isso me faz manter todas as práticas, que eu não julgo nem um pouco civilizatórias, em voga, como se assim eu melhorasse meus relacionamentos interpessoais. Como se fosse me dar mais valor.

Às vezes eu me sinto um monstrinho cheio de pelos nas mãos, sem saber o que fazer com um prazer que me desgasta a cada balanço na roda da vida. Eu estou vazio e buscando achar uma importância para isso. Eu peço que você me note, apesar da minha má escrita e da sua má vontade em compreender o estar sozinho.

Você está me abandonando, porque eu te culpo por todas as coisas erradas que eu faço; aprendo e apreendo o que for com você, sempre precisei dessa nossa relação instável, sempre quis te matar, te excluir da minha vida. Você não deixou. Se tivesse ido, eu não erraria.

E agora está indo embora. Agora que eu não quero e não posso te deixar. Eu não sei o que fazer, estou perdido, me dê a sua mão de novo. Escorrega e você cai. Eu me jogo e a gente não se salva.


Mainina está com medo de não ser uma boa psicóloga ano que vem. Ela é louca e não sabe o que quer da vida. Quanto ao texto, diz estar animada para voltar a escrever com outros sexos (porque ela tem seus pares e vocês conhecem a Nina, a Mirna, o Marcelo, entre outros...)

Sem pé nem cabeça

De uns tempos pra cá, tem acontecido um monte de coisas aleatórias na minha vida, coisas que eu nem sei classificar se são boas ou ruins, legais ou estranhas, absurdas ou normais... enfim, num consigo criar um julgamento sobre ainda.
Só sei que têm sido de surpreender.
Inesperadas.
Sem pé nem cabeça.

E eu, ó:
o.O


Só isso que posso dizer.


[Nat]

Questões

Como será que é ser alguém despreocupado?

Como será que é simplesmente aceitar suas possibilidades e impossibilidades diante das coisas, sem maiores problemas?

Como será que é viver o hoje hoje, o amanhã amanhã, e o deixar pra trás o que passou porque já passou?

Como será que é não ter uma cobrança pessoal que seja acima do que é bom para si mesma?

Como será que é saber com um pouco mais de precisão seus limites pessoais e, acima de tudo, respeitá-los?

E por fim... como será que é nunca nem precisar cogitar questões como essas?

[Nat]




PS: Parabéns querida Mainina!!! Espero poder encontrá-la pra poder te dar um abraço beeeem apertado e poder desejar um feliz aniversário de verdade!!! ^^

Why should I care?

Ontem estava conversando com um amigo que... me sacou completamente. Acho até que não preciso mais de terapia (rs, mentira)
A gente se conhece desde a infância, mais de internet, mas não deixa de ser um grande amigo...
Não sei se o que ele disse é realmente sensacional e perspicaz, se ele é bom em traçar perfil, ou se é realmente óbvio.
Mas eu me defino como uma pessoa dedicada e responsável, que quer fazer muito bem muitas coisas, e acaba por ser razoavel e medíocre em todas elas.
Não sei se por carinho, ele disse que eu sou sim alguém dedicada, mas que quando eu decido ao que me dedicar, o céu é o limite. E que só está faltando isso.
Hope so.
Quero parar de me culpar por tudo, sabe. Quero parar de querer ser perfeita e gente boa e legal e começar a ser o que sou... Razoável e foda-se. E foda-se o foco da dedicação também. O que importa é a jornada, não o plano.

Por agora, meu ritmo é o do Reggae da Legião.

Ainda me lembro aos três anos de idade
O meu primeiro contato com as grades
O meu primeiro dia na escola
Como eu senti vontade de ir embora
Fazia tudo que eles quisessem
Acreditava em tudo que eles me dissessem
Me pediram pra ter paciência
Falhei
Gritaram: - Cresça e apareça!
Cresci e apareci e não vi nada
Aprendi o que era certo com a pessoa errada
Assistia o jornal da TV
E aprendi a roubar pra vencer
Nada era como eu imaginava
Nem as pessoas que eu tanto amava
Mas e daí, se é mesmo assim
Vou ver se tiro o melhor pra mim.

Me ajuda se eu quiser, me faz o que eu pedir
Não faz o que eu fizer
Mas não me deixe aqui
Ninguém me perguntou se eu estava pronto
E eu fiquei completamente tonto
Procurando descobrir a verdade
Nos meios das mentiras da cidade
Tentava ver o que existia de errado
Quantas crianças Deus já tinha matado.

Beberam o meu sangue e não me deixam viver
Têm o meu destino pronto e não me deixam escolher
Vêm falar de liberdade pra depois me prender
Pedem identidade pra depois me bater
Tiram todas as minhas armas
Como posso me defender?
Vocês venceram essa batalha
Quanto à guerra,
vamos ver.

Beijos saudosos. E mais parabéns pra Nina, minha balletzinha linda.

PARABÉNS PRA NINA

NINA PARABÉNS

MUITA DANÇA, MUITA VIDA, MUITO TUDO, PORQUE VOCÊ É A MENINA!


Tempos de faculdade

Acho uma pena entrarmos na faculdade tão jovens. Tão cheias de vida e incoerencias que nos forçamos a não nos enxergar por pura falta de costume. É uma pena que pensássemos ter responsabilidades, quando não sabíamos de nada, quando a vida era tão simples e sonhar era um hábito corriqueiro que se confundia com a realidade. Acho triste que há uns anos soubéssemos apenas apontar o defeito nos outros e se concentrar no espelho fosse uma coisa tão dificil de fazer.

Mas se eu só achasse uma pena, as coisas se manteriam iguais. E se tem uma coisa que eu não concordo é manter práticas não-inteligentes de viver e acabar com a vida.

Esses dias me perguntaram se eu ia virar uma hippie suja que planta a própria maconha. Olha, acho que é consenso geral que eu não fumo porque não quero que o meu prazer exista em detrimento da merda do outro cara, então eu até plantaria. Certo, certo, mas e o meu consumo desenfreado? E a minha louca vontade de me sentir feliz com coisas que compro, não sei a procedência e por isso minha cabeça não pune a utilização?

Ah, que demagogia a minha.

Parei mesmo de usar celular. To tentando diminuir o meu consumo de internet, vou desfazer meu orkut de novo em breve. Também to parando de comer carne, se alguém tiver galinhas em casa eu como. E daí? Daí nada, no fim é tudo uma forma de me fazer sentir melhor sobre as coisas que eu já fiz e que vou fazer de ruim, sobre a minha habitual (e comum) falta de ética. No fim (mais um fim), eu estou buscando a felicidade em detrimento de alguma coisa ou alguém. Sempre-sempre.

O louco é que eu vim postar que estou mais feliz na faculdade; não, ainda não faço idéia do que vou fazer com ela. Mas sei que esse foi (tá quase acabando) um tempo importante no meu desenvolvimento e também dos que estão a minha volta. Tô levando mais a sério, promessa de começo de semestre. Tô me envolvendo mais com as coisas. Na verdade eu não sei se isso tudo é verdade.

É que lá no início eu também achava que estava. Talvez eu estivesse mesmo e (só me dei conta hoje) tenha perdido o gás ao longo do tempo. Muitos baques nessa vida, muitos baques. E estas também são coisas que o tempo tira (um pouco): a inocencia, os sonhos. O brilho; era o único algo que eu tinha lá no começo.

Está na hora de recomeçar. No fim, é isso que a gente mais deseja pra ser feliz: um recomeço a cada dia.


Mainina esqueceu de assinar e manda força para as amigas em crise que verá esse final de semana.

Nós, mulheres maduras

Meus amores,

Esse post será como uma carta coletiva às grandes e maravilhosas mulheres que compõem o Speaking Beauty. Claro, sempre me arrebata a saudade que sinto de todas vocês, e é impressionante a sensação de que estamos mudando, nos tornando invariavelmente mais maduras.
Ok, posso estar exagerando um pouco. Mas ver uma amiga muito querida, noiva, é algo que bota a gente a refletir.
Tenho convicção de que vocês concordarão comigo: muitas vezes (não em todas, óbvio) tomamos atitudes das quais nos orgulhamos. Ou por ser necessário coragem, ou ousadia, ou quem sabe um monte de outras coisas bacanas das quais agradecemos nossas mães, parentada, terapeutas, por terem nos ensinado. É a sensação de ser ética consigo própria, e perceber que, sim, nós temos alguma ética.
Tá, mas porque estou escrevendo tudo isso? Quero dizer: orgulho-me de ter amigas como vocês e admiro todas, sem exceção! As vezes, paro parar pensar em como cada uma de nós tem n mil qualidades (apesar de todas, também sem exceção, serem exigentes consigo próprias) e como nós, juntas, nos complementamos, ajudamos e ampliamos a visão umas da outras.
Sei lá, estou repleta de coisas indizíveis. Momentos em que passamos juntas, palavras que trocamos, aflições e felicidades que compartilhamos e tudo isso me coloca muito feliz e também emocionada. Algo que a gente construiu e que se perpetuará.

Ok, ok, a Mazinha voltou, e isso me fez pensar em mil coisas; em como eu desejo que todas vocês sejam muito felizes e em como eu desejo me manter na vida de cada uma.

Um beijão estalado,
Madame Schopenhauer