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21 de mar. de 2013

Ei...

Fiz um rápido levantamento das tags. O maior número é  "vida".

E eu lhes pergunto: quando paramos de escrever sobre a vida umas às outras? Tudo o que fazemos no dia-a-dia é tão importante assim que não pode ser trocado por 10 minutinhos de reflexão com as amigas?

:-)


Pra quem, como eu, está com saudades de casa







PS.: São Paulo, relação de amor e ódio.

2 de set. de 2009

Tempos de faculdade

Acho uma pena entrarmos na faculdade tão jovens. Tão cheias de vida e incoerencias que nos forçamos a não nos enxergar por pura falta de costume. É uma pena que pensássemos ter responsabilidades, quando não sabíamos de nada, quando a vida era tão simples e sonhar era um hábito corriqueiro que se confundia com a realidade. Acho triste que há uns anos soubéssemos apenas apontar o defeito nos outros e se concentrar no espelho fosse uma coisa tão dificil de fazer.

Mas se eu só achasse uma pena, as coisas se manteriam iguais. E se tem uma coisa que eu não concordo é manter práticas não-inteligentes de viver e acabar com a vida.

Esses dias me perguntaram se eu ia virar uma hippie suja que planta a própria maconha. Olha, acho que é consenso geral que eu não fumo porque não quero que o meu prazer exista em detrimento da merda do outro cara, então eu até plantaria. Certo, certo, mas e o meu consumo desenfreado? E a minha louca vontade de me sentir feliz com coisas que compro, não sei a procedência e por isso minha cabeça não pune a utilização?

Ah, que demagogia a minha.

Parei mesmo de usar celular. To tentando diminuir o meu consumo de internet, vou desfazer meu orkut de novo em breve. Também to parando de comer carne, se alguém tiver galinhas em casa eu como. E daí? Daí nada, no fim é tudo uma forma de me fazer sentir melhor sobre as coisas que eu já fiz e que vou fazer de ruim, sobre a minha habitual (e comum) falta de ética. No fim (mais um fim), eu estou buscando a felicidade em detrimento de alguma coisa ou alguém. Sempre-sempre.

O louco é que eu vim postar que estou mais feliz na faculdade; não, ainda não faço idéia do que vou fazer com ela. Mas sei que esse foi (tá quase acabando) um tempo importante no meu desenvolvimento e também dos que estão a minha volta. Tô levando mais a sério, promessa de começo de semestre. Tô me envolvendo mais com as coisas. Na verdade eu não sei se isso tudo é verdade.

É que lá no início eu também achava que estava. Talvez eu estivesse mesmo e (só me dei conta hoje) tenha perdido o gás ao longo do tempo. Muitos baques nessa vida, muitos baques. E estas também são coisas que o tempo tira (um pouco): a inocencia, os sonhos. O brilho; era o único algo que eu tinha lá no começo.

Está na hora de recomeçar. No fim, é isso que a gente mais deseja pra ser feliz: um recomeço a cada dia.

Mainina esqueceu de assinar e manda força para as amigas em crise que verá esse final de semana.

15 de jul. de 2009

Eu

Percorrendo cidades, pensamentos e situações, certo dia acordei.
Emergi de um sono profundo cheio de inquietações, descontentamentos e ansiedades;
Sinceramente, disso tudo eu cansei.
Vi minha imagem no espelho e chorei;
De infinitas coisas, então, me libertei.


[Nat]

17 de jun. de 2009

Sad Song - Oasis

Sing a sad song
In a lonely place
Try to put a word in for me
It's been so long
Since I found this place
You better put in two or three
We as people, are just walking 'round
Our heads are firmly fixed in the ground
What we don't see
Well it can't be real
What we don't touch we cannot feel

Where we're living in this town
The sun is coming up and it's going down
But it's all just the same at the end of the day
And we cheat and we lie
Nobody says it's wrong
So we don't ask why
Cause it's all just the same at the end of the day
We're throwing it all away
We're throwing it all away
We're throwing it all away at the end of the day

If you need it
Something I can give
I know I'd help you if I can
If your honest and you say that you did
You know that I would give you my hand
Or a sad song
In a lonely place
I'll try to put a word in for you
Need a shoulder? well if that's the case
You know there's nothing I wouldn't do

Where we're living in this town
The sun is coming up and it's going down
But it's all just the same at the end of the day
When we cheat and we lie
Nobody says it's wrong
So we don't ask why
Cause it's all just the same at the end of the day

Don't throw it all away
Don't throw it all away
Don't throw it all away
Don't throw it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
You're throwing it all away at the end of the day

[Nat está sem palavras. Talvez nem precise delas, talvez...]

13 de mai. de 2009

Lovely Songs

Agora logo pela manhã ouvi Esquadros e cantei com tanta sinceridade que até doeu aqui no meu peito.
Usei dor na falta de melhor palavra para explicar... acredito que vocês saibam exatamento do que estou falando, desse sentir uma dor gostosa e levemente sofrível, por algo que causa um bem-estar muito grande... não dá para explicar muito, só sentindo...

Lembrei da época do cursinho, meninas.
Foi naquele período que a Adriana Calcanhoto passou a fazer parte da minha vida, rs!
Eu já conhecia (e adorava, por sinal) a Vambora, música que é praticamente a representação máxima do que muitas mulheres querem de um homem em determinados momentos de suas vidas. As adolescentes, então, nem se fala! Se perdem em devaneios ao ouvi-la... arrã, eu me perdia em devaneios ouvindo essa música e admito que até hoje ela causa este efeito em mim.
Tem certas coisas que num tem muita idade, né? Apesar de que eu ainda me vejo nesta transição entre adolescência e vida adulta... e juro pra vocês que certos aspectos de adolescente eu não faço a mínima questão de perder. Mas isso é assunto pra outro post!

O que eu estava falando era do cursinho e da Adriana Calcanhoto!
Pois bem, a Lígia professora de Literatura um dia propôs a atividade de analisarmos a música esquadros. Acredito que quem era da minha sala venha a lembrar (Dee dee, Maíra, madame Schopenhauer, talvez a Mainina tenha visto também...). Achei a música tão linda... quando descobri que era da mesma cantora de vambora, nossa, senti que tinha que conhecer tudo que essa mulher cantava! E foi aí que a madame Schopenhauer se ofereceu pra gravar a discografia dela pra mim! Nem preciso dizer que eu A-D-O-R-E-I, né? rs

Vou deixar aqui parte da primeira estrofe para vocês:

"Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem vambora"


[Nat hoje acordou sonhadora]

28 de fev. de 2009

E agora, José?

Amanhã eu vou embora.
Volto pra Bauru, a minha segunda vida...
Três meses e seus percalços são suficientes pra afastar tanto estas vidas, fazer pensar em tudo, fazer amar e odiar cada coisa que tenho nelas and then let it go...

Do futuro nada sei.
Só sei que a minha avaliação do agora me mostra que amei e odiei (de novo os extremos, tão presentes na minha vida ultimamente) muitas coisas que vivi nessas férias. No fim eu vejo que foi muito bom, apesar dos pesares.
Conheci pessoas muito legais que vejo que farão parte da minha vida daqui pra frente, viajei e foi ótimo, fui em novos lugares, me permiti fazer coisas que outrora não faria, badalei pra caramba, curti muito, fiz muita merda, dancei muito, ri e chorei.

Vamos ver o que o amanhã irá me proporcionar e como eu irei aproveitar as oportunidades.

15 de jan. de 2009

Chega de Saudade

Chega de Saudade tem 95min e é ambientado integralmente em um baile. Tipicamente antigo, mas passado nos dias atuais, com danças animadas e músicas que se casam perfeitamente ao roteiro. Engraçado, humano e com certeza um ótimo programa cultural, o filme retrata as avenças e desavenças de vários casais de terceira idade em uma noite.

Muita dança, samba, forró, pop e muito mais, regando um elenco de muita qualidade. Presença de Elza Soares e Marku Ribas nas cantorias de palco.


Eis a minha dica.



De Madame Schopenhauer que vêm aproveitando os programas culturais de Porto Alegre e sente muita saudade dessas gurias lindas!

31 de dez. de 2008

Em 2009 quero...

Dias de pleno sol com brisa fresca ou dias de chuva gostosa, que limpa a poeira e arrefece;

Passeios no parque, em meio às árvores, ou caminhadas no concreto, em meio aos automóveis;

Conhecer novas músicas, novos livros, novos pintores ou aproveitar os mesmos já apreciados, com todas as lembranças que deles advêm;

Por que mesmo que o mundo não seja como, às vezes, desejo, é preciso apreciar e enxergar a vida por prismas diferentes.

365 dias de café-preto na caneca do Pequeno Príncipe; de banhos com sabonetes de erva-doce; de sorrisos de complacência; de banana amassada com granola; de saudades dos amigos ausentes e de lembranças das férias;

Fazer 1 verdadeira amizade; chorar mais 1 vez vendo Luzes da Cidade; entender de verdade 1 conto de Guimarães Rosa; saber de cor 1 poesia do Drummond; ler mais 1 vez Machado de Assis; ir 1 dia na Igreja, pagar umas promessas;

Continuar rindo com Chaplin, Jerry Lewis e Woody Allen; continuar esquecendo que a Globo existe; continuar desejando mais e mais stand-up comedies; continuar querendo matar as telefonistas de telemarketing que ligam às 9h da noite com seus gerundismos;

Perder 5kg ou 2kg ou estar feliz por ser assim, mas desejar não ganhar nem 1 quilinho (!);

Ganhar AMOR legítimo, AMOR sincero, AMOR autêntico, AMOR genuíno, AMOR maternal, AMOR fraternal, AMOR sexual, AMOR surreal. E ser capaz de retribuir muito mais.

Por isso, em 2009 quero mesmo é tornar-me visionária, para VER muito mais.

Madame Schopenhauer, guru do pessimismo, hoje otimista, deseja a todos e a todas (?) um 2009 cheio de novas experiências.

28 de dez. de 2008

Tagarela

Eu posso falar sobre o mundo. Eu posso falar sobre a crise na economia. Eu posso falar sobre sexo. Eu posso falar sobre coisas sem nexo.

Posso falar sobre a vida, sobre rotina, sobre moda e sobre drogas.
Brad Pitt, Elvis Presley, Michael Bublé, Eric Clapton.
Violência, amizade, safadeza e maquiagem.

O sorvete de uva, a infância, a época da escola, problemas, alegrias...
... certezas e incertezas.

Alimentação, animais, internet e paz.

Eu falo dor, eu falo cor.
Eu falo sim e digo sim.
Falo não e é isso aí.

Comigo não tem meias palavras. Assim, não tem graça.

Eu falo sobre tudo, eu falo sobre o mundo.
Eu falo o que sinto, eu falo o que vivo.
Eu falo o que sou.

Mas eu gosto mesmo é de falar de amor.


[Paulinha]