25 de dez. de 2008

Algumas coisas que a gente lê por aí...

Fugindo um pouco do tema de Natal, queria escrever sobre algo que eu li ontem num blog famosinho até, de um pegador invicto, não-quero-nada-com-ninguém.
O cara escreve sobre as coisas idiotas que as mulheres fazem, situações na qual nos colocamos e não deveríamos ter sequer cogitado entrar, o quanto não percebemos alguns sinais claros de um cara sobre o que ele quer ou não quer, coisas absurdas que ocorrem com ele; e fala que a idéia de fazer o blog era de também mostrar que, quando o relacionamento não dá certo, a culpa não é só dos homens malvados filhos-da-puta, como as mulheres com dor de cotovelo costumam pintar.

E existe mesmo uma mulherada sem noção que projeta a culpa de todas as mazelas do mundo nos homens, vendo-os como eternos vilões. Ok, concordo em gênero, número e grau que não é bem por aí. O cara também deve ter a liberdade de escrever e defender a sua classe. Maaaaas, eu discordei bastante deste post do guri.

Ele começou a escrever sobre o quão inadequados e irritantes eram algumas coisas que nós, mulheres, fazemos. Tinha coisa ali realmente absurda, se não me engano, tipo falar "eu te amo" num segundo encontro - apesar de que dá pra relativizar isso, mas enfim, no geral é bem estranho e assutador, não tem como negar. Mas, de tudo que foi postado, era só isso que tinha de tãããããããão bizarro. O interessante de ter feito esta leitura foi justamente o gancho que fiz com uma conversa que tive com a Mainina outro dia.

O meu contraponto é o seguinte: o cara reclama que a gente faz algumas coisas nonsense. Mas tem coisas que é nonsense pra ele, vocês me entendem? E foi isso que ele postou, o que ELE pensava sobre o que era irritante pra ELE e pro grupo de amigos DELE, que pensam mais ou menos parecido com ELE.
E porque eu tô falando isso?
Pra chegar nas seguintes perguntas: Quem nunca teve a certeza, ou pelo menos a impressão, de que fez tudo "certinho" com um affair e, mesmo assim, as coisas não viraram? Ou mesmo quem aqui deu infinitas mancadas com uma pessoa, e mesmo assim deu certo ou a pessoa ficou no pé? Pois é, pois é...
As coisas irem pra frente num é tão simples assim, como seguir uma receitinha de bolo que você vai fazendo e fazendo e, no final, o bolo fica lindo e gostoso - e você fisga o bofe que tanto queria.

Blá.

Uma exemplo: existe esse lance da complementaridade, coisa que é até meio rara de se ouvir comentar... daquilo que faz "dar certo", todo mundo sempre lembra da importência da atração física, do momento em que as pessoas se encontraram e acabou rolando, do lance de serem parecidas e terem alguns gostos parecidos (ou não também, a idéia de opostos se atraem, coisa que EU não creio, justamente pelo lance da complementaridade, mas enfim...), ou mesmo o quem-não-tem-cão-caça-com-gato, entre outras infinitas variáveis.
A idéia do complementar não é algo do tipinho quebra-cabeças, de pessoas que se encaixam perfeitamente, nah. É aquilo de ter determinadas "demandas" pessoais supridas pelo outro - e nem são toooodas as demandas, mas algumas bastante importantes naquele momento de vida da pessoa, a ponto de fazer ela querer ficar com o ser x que preenche esta demanda, entendem?

Exemplificando: existem homens que querem mulheres para exercer o papel mãe, colocando comidinha no prato, fazendo todas as vontades, ser mimados e blábláblá. E invariavelmente, existem mulheres que querem ser As Cuidadoras, em tempo integral mesmo, não é simplesmente fazer um agrado para o seu benzinho, hehehe, e sim ser o braço direito, o esquerdo, as pernas, a cabeça etc do cara. E no fim, tudo bem se os dois estão felizes com isso.

Por isso que eu vim aqui escrever: acho que o cara foi simplista em querer classificar o que é legal e o que não é, e as pessoas tomarem isso como universal.
Eu sinceramente, from-the-botton-of-my-heart, acho ridículo gente que fala miguxês. Mas ah, tem casais que adoram este dialeto idiota. E eu vou fazer o quê? No máximo "vocês são irritantes", "go away, GO AWAY", ou mesmo me afastar se eu num tiver intimidade pra dar uma aloprada em quem fala deste jeito. Mas aí é que está: tem gente que gosta. E tem gente que curte ou está disposta a conviver com trejeitos, características pessoais que não são tão tolinhas como falar em língua de emo.

Acredito que o cara nem pensou em tudo isso que eu pensei, no que mais estava implicado. Ele deu a opinião dele e ponto final, quem quiser ficar de seu lado que o ature. O que eu fico puta de ver é o quanto este tipo de pensamento, o de classificar o que é melhor ou pior, toma uma dimensão absoluta. Tem quem seja porra-louca, tem quem seja todo certinho, tem quem seja neurótico, tem quem seja desencanado, tem quem seja frio e distante, tem de tudo neste mundo... defeitos e qualidades todos temos, e a relação entre as pessoas é que vai mostrar até onde se pode ir.

Ah! O link do post: http://www.manualdocafajeste.com/2008/12/17/frases-e-situacoes-irritantes/#comments

2 comentários:

mainina disse...

Olha, desde que a mulher não queira ser o pinto dele, tá tudo bem. E quer saber, a hanseníase ataca esses homens aí. Inclusive o que postou, coitado.

Mas a minha opinião não conta, porque eu sou do tipo mal amada e minha família disse que eu vou ficar pra tia. Só acredito no que eles falam.

Fernanda Natasha disse...

Nanaaa
Li uns posts do cara... MEU DEUS... Se um desses passar na rua, atravesso... Por isso que não pego os bombadinhos... E também pq há 3 anos, sou pegadora de um ser só, rs... Anyway, vou pular uma das minhas ondas de ano novo pra nunca encontrar um desses por aí,nas minhas caminhadas da vida. Meu sonho é não ser lanchinho, nem avaliada por minhas aptidões corporais e sexuais.

E tenho dito.