28 de dez. de 2008

Unspoken

Há batida nas entranhas. Música alta nos ouvidos, pulsação, pressão há mil por hora.

Aí você para. Acaba. Como um orgasmo não contido. Senta à beira da sala, figura invisível, só há a caixa de imagens coloridas. A pele oleosa é seu destaque, nada mais o faz brilhar.

E pra que brilhar? Qual o propósito de ser o centro, de sapatear alí no meio, ter atenção? Desejo incontrolavel e repentino de se colocar sozinho, esquecer o público, ser o personagem. Pulsação, respiraçãofegante, pressa, pressãoalta, high, topo. Está chegando de novo, vindo vindo... E acaba. Como um orgasmo não contido.

Vem prazer? Agora há apenas a letargia. A falta de vontade de dizer, de estar. Às vezes a gente podia desaparecer. Às vezes a gente podia desaparecer junto. Às vezes a gente podia parecer normal.

Vou almoçar.

2 comentários:

Anônimo disse...

é, nina, complicado.
te entendo.

bom almoço ;)

Anônimo disse...

Mas, apesar de tudo, minha cara, não há nada mais tedioso do que a esterna normalidade. Ser sempre normal é coisa de loko huauha

=***