A música está alta. Come on somebody, come on. Climão de balada, enquanto Elton John toca na sala. Às vezes parece que todas as introduções no pianinho são Your song, adoro. [no pianinho?]. Tirei o fone do ouvido várias vezes, vai que agora é; não era, desisti.
Set me free.
Tô com saudade de balada. Da gay, especificamente. Só lá tocam aquelas músicas, só lá eu posso dançar do meu jeito estranho - não quero pegar ninguém e ninguém deseja meu corpo (bem, mais ou menos pra essa última parte).
Estranho, eu saio, me arrumo, fico gata, arraso. Chego na balada e em 3 minutos de pista a chapinha foi pro saco, o cabelo está tocando o teto, a maquiagem borrada, pessoas dizem que você está beuda. Não tem como beijar alguém nesse estado, já desisti desse tipo de conduta. Logo, prefiro a balada gay, funciona muito melhor. Por mais que fiquem olhando a minha falta de classe, o interesse é pirar. E dos meus amigos é beijar... Ninguém empata ninguém. Afinal, em balada hetero, ter alguém frenético ao lado é muito queimar filme [coitada da Nat sexta-feira]. Na outra, todo mundo já me conhece; eu sou só a raxa louca. A raxa louca. Quem me dera, a vida tem cada coisa.
Come on somebody, come on, rescue me. Come on somebody, come on, set me free.
Sábado estou lá, certeza.
Mainina percebe, neste momento, que este fora o post mais inútil do blog. E o pior - após a indicação de um filme maravilhoso. Tudo bem, a vida tem dessas.
Reflexão 10²³
Há 12 anos

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