18 de jul. de 2009

Casa de família

Joana tinha uma mãe doente e um pai depressvivo
Joana era deprimente
Foi atrás de um produtor pra fazer de sua vida um filme
Fez uma trilha sonora para contar a sua história
Foi o máximo que conseguiu para limpar a memória

Enquanto o mundo lhe esquece você fuma seus cigarros caros
E finge que tudo vai passar

Em seu filme, tinha dois ou três filhos drogados, prostituídos
Quinze anos, eles lhe traziam dinheiro ao fim do dia
Joana queria ver a luz e só encontrava colheres queimadas e bitucas pela casa
Ao menos elas estavam apagadas

No futuro, Joana era mãe de ninguém
Joana tinha uma familia desestruturada e queria fugir
Queria um monte de coisas quando foi ler o segredo
A culpa mesmo era dela que não sabia pedir
Joana não queria entender

E enquanto o mundo gira, você se atira em poço de desilusões inventado
Só o fundo pode lhe dizer quando vai passar
Apesar da tristeza, ninguém pagaria seu enterro
É melhor deixar-la até o dia clarear

Mainina está voltando a escrever poemas sem causa (?)

15 de jul. de 2009

LÍQUIDO LEITE



[cia boreli de dança]

por didi

Eu

Percorrendo cidades, pensamentos e situações, certo dia acordei.
Emergi de um sono profundo cheio de inquietações, descontentamentos e ansiedades;
Sinceramente, disso tudo eu cansei.
Vi minha imagem no espelho e chorei;
De infinitas coisas, então, me libertei.


[Nat]

22 de jun. de 2009

PLÁSTICOBOLHA



[foto de leticia sekito]

por dee dee

17 de jun. de 2009

Sad Song - Oasis

Sing a sad song
In a lonely place
Try to put a word in for me
It's been so long
Since I found this place
You better put in two or three
We as people, are just walking 'round
Our heads are firmly fixed in the ground
What we don't see
Well it can't be real
What we don't touch we cannot feel

Where we're living in this town
The sun is coming up and it's going down
But it's all just the same at the end of the day
And we cheat and we lie
Nobody says it's wrong
So we don't ask why
Cause it's all just the same at the end of the day
We're throwing it all away
We're throwing it all away
We're throwing it all away at the end of the day

If you need it
Something I can give
I know I'd help you if I can
If your honest and you say that you did
You know that I would give you my hand
Or a sad song
In a lonely place
I'll try to put a word in for you
Need a shoulder? well if that's the case
You know there's nothing I wouldn't do

Where we're living in this town
The sun is coming up and it's going down
But it's all just the same at the end of the day
When we cheat and we lie
Nobody says it's wrong
So we don't ask why
Cause it's all just the same at the end of the day

Don't throw it all away
Don't throw it all away
Don't throw it all away
Don't throw it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
Throwing it all away
You're throwing it all away at the end of the day

[Nat está sem palavras. Talvez nem precise delas, talvez...]

9 de jun. de 2009

idéias estapafúrdias que a gente acha que vão dar certo

lembro de uma epoca ai que eu queria escrever um livro.
a ma deu uma lidinha e se inspirou, lembrou do nosso amigo e quis fazer um filme. a gente agitou todo mundo na nossa vibe e por menos que parecesse dar certo juntamos um elenco interessante. o ator principal era bi e eu queria pegar ele, sem medo sem amor, como era bonito o porquito.

a atriz principal nao existia porque a gente nao é da turma dos que curte romance teen. mas tinha a prima da ma que era legal e que acho até hoje que nao foi muito com a minha cara. se pá ela queria pegar o menino também. se pá ela queria pegar o roteiro.

o fato é que eu nunca soube escrever, o porquito virou gay e a essa prima está em algum lugar x da minha memória, como forma de comparaçao. just faces.

mas graças a deus a ma foi fazer cinema.

3 de jun. de 2009

Sede


Comprei um vasinho de flores e coloquei na minha mesa do trabalho.
Uma vontade que vem não-sei-de-onde de tudo que é belo, que embevece, que causa a quietude por paralisar o olhar sobre o objeto... e pulsa aqui dentro, clamando por ser atendida.

Ponto. Foi isso que eu senti.

Para vocês queridas amigas e possíveis-leitores-fantasmas, a foto.
O preto e branco obedece de um modo intraduzível estas coisas que eu sinto, essa que parece ser uma sede da poesia que a imagem reflete.
E ultimamente eu tenho buscado algo que posso chamar de uma nova estética na minha vida, seja na maneira como eu me mostro para o mundo, nas leituras que faço (tento, pelo menos!), nos meus gostos, nas descobertas, nas minhas crises, nas minhas atitudes. E tem sido tão bom!

Ai, fico muito feliz em poder dividir isso com vocês...
Espero vê-las em breve.
Dia 11/06 está aí...
Propostas?

[Nat]