18 de jul. de 2009

Casa de família

Joana tinha uma mãe doente e um pai depressvivo
Joana era deprimente
Foi atrás de um produtor pra fazer de sua vida um filme
Fez uma trilha sonora para contar a sua história
Foi o máximo que conseguiu para limpar a memória

Enquanto o mundo lhe esquece você fuma seus cigarros caros
E finge que tudo vai passar

Em seu filme, tinha dois ou três filhos drogados, prostituídos
Quinze anos, eles lhe traziam dinheiro ao fim do dia
Joana queria ver a luz e só encontrava colheres queimadas e bitucas pela casa
Ao menos elas estavam apagadas

No futuro, Joana era mãe de ninguém
Joana tinha uma familia desestruturada e queria fugir
Queria um monte de coisas quando foi ler o segredo
A culpa mesmo era dela que não sabia pedir
Joana não queria entender

E enquanto o mundo gira, você se atira em poço de desilusões inventado
Só o fundo pode lhe dizer quando vai passar
Apesar da tristeza, ninguém pagaria seu enterro
É melhor deixar-la até o dia clarear

Mainina está voltando a escrever poemas sem causa (?)

2 comentários:

Nat disse...

Mai friend, bom saber que vc voltou a rascunhar poemas!
Mas este, particularmente, vejo mais como prosa do que como poema... não sei explicar pq!

mainina disse...

não tem rima... o que tem é indecente.

who knows?! ;D