12 de dez. de 2009

Intertextualidade

E o que a gente faz quando começa a viver por si, admitir as belezas e agruras, sofrer a dificuldade real dos buracos pelo meio do caminho... não só admitir que existem e "ver" beleza nisso.
O que é feio é feio e ponto final.
A ferida dói, lateja e muitas vezes demora pra curar.
Mas o mundo num para e o dia seguinte chega com a mesma rapidez de sempre.

Alguns enganam os outros, são bons atores;
Outros enganam a si mesmos, são bons neuróticos.
Cada um leva do jeito que dá.

Feliz e infelizmente, somos o ponto de mutação.
Tropeçar, regredir, avançar e dar grandes saltos:
Essa é a nossa dança;
A música, a batida de nossos corações.

[Nat está inspirada hoje.]

23 de nov. de 2009

Frescor

Combina com violão, depois do almoço. Depois de tanto calor, de tanto frio, um momentinho de paz.
Mainina está com saudades das amigas que não retornam email.

13 de nov. de 2009

Édipo

Se é para falar, eu estou falando. Sei que venho mais uma vez com essa literatura de blog te contar o que se passa comigo, mas nós dois sabemos bem que a vida se passa assim, com essas cores de novidade e tecnologia. 

Eu queria que fosse diferente. Mas ninguém concorda comigo e isso me faz manter todas as práticas, que eu não julgo nem um pouco civilizatórias, em voga, como se assim eu melhorasse meus relacionamentos interpessoais. Como se fosse me dar mais valor.

Às vezes eu me sinto um monstrinho cheio de pelos nas mãos, sem saber o que fazer com um prazer que me desgasta a cada balanço na roda da vida. Eu estou vazio e buscando achar uma importância para isso. Eu peço que você me note, apesar da minha má escrita e da sua má vontade em compreender o estar sozinho.

Você está me abandonando, porque eu te culpo por todas as coisas erradas que eu faço; aprendo e apreendo o que for com você, sempre precisei dessa nossa relação instável, sempre quis te matar, te excluir da minha vida. Você não deixou. Se tivesse ido, eu não erraria.

E agora está indo embora. Agora que eu não quero e não posso te deixar. Eu não sei o que fazer, estou perdido, me dê a sua mão de novo. Escorrega e você cai. Eu me jogo e a gente não se salva.


Mainina está com medo de não ser uma boa psicóloga ano que vem. Ela é louca e não sabe o que quer da vida. Quanto ao texto, diz estar animada para voltar a escrever com outros sexos (porque ela tem seus pares e vocês conhecem a Nina, a Mirna, o Marcelo, entre outros...)

24 de out. de 2009

Sem pé nem cabeça

De uns tempos pra cá, tem acontecido um monte de coisas aleatórias na minha vida, coisas que eu nem sei classificar se são boas ou ruins, legais ou estranhas, absurdas ou normais... enfim, num consigo criar um julgamento sobre ainda.
Só sei que têm sido de surpreender.
Inesperadas.
Sem pé nem cabeça.

E eu, ó:
o.O


Só isso que posso dizer.


[Nat]

16 de out. de 2009

Questões

Como será que é ser alguém despreocupado?

Como será que é simplesmente aceitar suas possibilidades e impossibilidades diante das coisas, sem maiores problemas?

Como será que é viver o hoje hoje, o amanhã amanhã, e o deixar pra trás o que passou porque já passou?

Como será que é não ter uma cobrança pessoal que seja acima do que é bom para si mesma?

Como será que é saber com um pouco mais de precisão seus limites pessoais e, acima de tudo, respeitá-los?

E por fim... como será que é nunca nem precisar cogitar questões como essas?

[Nat]




PS: Parabéns querida Mainina!!! Espero poder encontrá-la pra poder te dar um abraço beeeem apertado e poder desejar um feliz aniversário de verdade!!! ^^

2 de set. de 2009

Tempos de faculdade

Acho uma pena entrarmos na faculdade tão jovens. Tão cheias de vida e incoerencias que nos forçamos a não nos enxergar por pura falta de costume. É uma pena que pensássemos ter responsabilidades, quando não sabíamos de nada, quando a vida era tão simples e sonhar era um hábito corriqueiro que se confundia com a realidade. Acho triste que há uns anos soubéssemos apenas apontar o defeito nos outros e se concentrar no espelho fosse uma coisa tão dificil de fazer.

Mas se eu só achasse uma pena, as coisas se manteriam iguais. E se tem uma coisa que eu não concordo é manter práticas não-inteligentes de viver e acabar com a vida.

Esses dias me perguntaram se eu ia virar uma hippie suja que planta a própria maconha. Olha, acho que é consenso geral que eu não fumo porque não quero que o meu prazer exista em detrimento da merda do outro cara, então eu até plantaria. Certo, certo, mas e o meu consumo desenfreado? E a minha louca vontade de me sentir feliz com coisas que compro, não sei a procedência e por isso minha cabeça não pune a utilização?

Ah, que demagogia a minha.

Parei mesmo de usar celular. To tentando diminuir o meu consumo de internet, vou desfazer meu orkut de novo em breve. Também to parando de comer carne, se alguém tiver galinhas em casa eu como. E daí? Daí nada, no fim é tudo uma forma de me fazer sentir melhor sobre as coisas que eu já fiz e que vou fazer de ruim, sobre a minha habitual (e comum) falta de ética. No fim (mais um fim), eu estou buscando a felicidade em detrimento de alguma coisa ou alguém. Sempre-sempre.

O louco é que eu vim postar que estou mais feliz na faculdade; não, ainda não faço idéia do que vou fazer com ela. Mas sei que esse foi (tá quase acabando) um tempo importante no meu desenvolvimento e também dos que estão a minha volta. Tô levando mais a sério, promessa de começo de semestre. Tô me envolvendo mais com as coisas. Na verdade eu não sei se isso tudo é verdade.

É que lá no início eu também achava que estava. Talvez eu estivesse mesmo e (só me dei conta hoje) tenha perdido o gás ao longo do tempo. Muitos baques nessa vida, muitos baques. E estas também são coisas que o tempo tira (um pouco): a inocencia, os sonhos. O brilho; era o único algo que eu tinha lá no começo.

Está na hora de recomeçar. No fim, é isso que a gente mais deseja pra ser feliz: um recomeço a cada dia.

Mainina esqueceu de assinar e manda força para as amigas em crise que verá esse final de semana.

18 de jul. de 2009

Casa de família

Joana tinha uma mãe doente e um pai depressvivo
Joana era deprimente
Foi atrás de um produtor pra fazer de sua vida um filme
Fez uma trilha sonora para contar a sua história
Foi o máximo que conseguiu para limpar a memória

Enquanto o mundo lhe esquece você fuma seus cigarros caros
E finge que tudo vai passar

Em seu filme, tinha dois ou três filhos drogados, prostituídos
Quinze anos, eles lhe traziam dinheiro ao fim do dia
Joana queria ver a luz e só encontrava colheres queimadas e bitucas pela casa
Ao menos elas estavam apagadas

No futuro, Joana era mãe de ninguém
Joana tinha uma familia desestruturada e queria fugir
Queria um monte de coisas quando foi ler o segredo
A culpa mesmo era dela que não sabia pedir
Joana não queria entender

E enquanto o mundo gira, você se atira em poço de desilusões inventado
Só o fundo pode lhe dizer quando vai passar
Apesar da tristeza, ninguém pagaria seu enterro
É melhor deixar-la até o dia clarear

Mainina está voltando a escrever poemas sem causa (?)