20 de fev. de 2011

Dos meus desejos

A vida não tem sentido.

Os dias passam e eu fico aqui comigo, brigando com a minha realidade, com parte dela.
Por um lado estou muito feliz, por outro estou extremamente desgostosa.
Mas não é isso, nunca é o superficial - e eu também nunca me contentaria com ele.
Minha questão não é o meu problema que me aborrece atualmente. 
A real questão é a que está por trás.

As adversidades me consomem demasiadamente.
Fico tão frágil quanto cristal...
Perco as energias, perco as esperanças...
Sobre pouco, muito pouco.

*

Desejo um dia ser mais forte.
Hei de ser.
Por enquanto, a caminhada.

12 de fev. de 2011

A maré vai e volta...
ora fica baixa,
ora está alta.

E às vezes, a ressaca.

*

Algumas coisas são necessárias serem ouvidas muitas e muitas vezes.
Quase infinitas?
não sei. talvez.
Até perceber, até areditar,
vai muito chão, paciência e lágrimas.

*

19 de jan. de 2011

Aprendendo a voar

Gostei da idéia de poder voltar a escrever aqui.
Havia me esquecido deste espaço.
*

Existem vários momentos na vida que tomamos decisões que nos libertam.
Estas mesmas decisões podem envolver perdas, mas os ganhos são significativos e, acima de tudo, necessários.

Percebo hoje que venho agindo, há muito tempo, de uma forma que não é legal comigo mesma.
Manja auto-sabotagem?
Pois é.
Acontece.
E um dia você acorda e percebe "Porra, sério?".
É... é muito séria a coisa.
Aí pensa, pensa, pensa... e bom, nem precisa pensar tanto pra ver que precisa mudar, né?!

Ok.
Optei pela mudança e mudei.
Aliás, estou mudando pois velhos hábitos ninguém perde do dia pra noite. O trabalho é árduo, exige treino e sensibilidade aguçada.
Os pequenos resultados começam a surgir e simultanemante as barreiras, a culpa, o medo, a reflexão e o passo adiante.
Talvez um passinho ou outro para trás. Mas por fim, caminha-se para frente.

E no meio deste caminho, algumas perdas. 
Infelizmente inevitáveis e um certo pesar surge afinal, tudo tem seu lado bom e seu lado ruim. E minha ingenuidade me prega peças: o lado bom sempre me seduz e tende a me fazer voltar pra trás!
Não desta vez.
Certas coisas precisam ser deixadas para trás.
E, se necessário, são.

Não tenho mais medo.

Para atualizar

Não gosto muito de como as pessoas me vêem e isso é um problema. Sempre questiono a imagem que eu passo para as pessoas e me sinto adolescente, como se a imagem fosse tão importante.

Agora que eu sou uma psicóloga formada, as coisas continuam iguais. Sempre acho que sou meio adolescente. Sempre acho que as pessoas me vêem assim. Nunca gosto.

Sempre idealiza um mundo interessante. Nunca acontece.

Saio da graduação com muito mais dúvidas; acontece sempre, ao fim de cada jornada.


Mainina escreve na antiga norma ortográfica, mantendo-se parada em instantes.

5 de abr. de 2010

meninas lindas!
sumi, mas estou de volta noutro blog:
http://bolhascansao.blogspot.com/

abraços.

[didi]

4 de abr. de 2010

au revoir simone

play me a sad song
cause that's what i want to hear
i want you to make me cry
i want to remember the places that we left
lost to the mists of time

Mainina está.

12 de dez. de 2009

Intertextualidade

E o que a gente faz quando começa a viver por si, admitir as belezas e agruras, sofrer a dificuldade real dos buracos pelo meio do caminho... não só admitir que existem e "ver" beleza nisso.
O que é feio é feio e ponto final.
A ferida dói, lateja e muitas vezes demora pra curar.
Mas o mundo num para e o dia seguinte chega com a mesma rapidez de sempre.

Alguns enganam os outros, são bons atores;
Outros enganam a si mesmos, são bons neuróticos.
Cada um leva do jeito que dá.

Feliz e infelizmente, somos o ponto de mutação.
Tropeçar, regredir, avançar e dar grandes saltos:
Essa é a nossa dança;
A música, a batida de nossos corações.

[Nat está inspirada hoje.]